Quem seria o “pica das galáxias do Judiciário” que participou da festa do Cine Trancoso?
A coluna do jornalista Mario Sabino, publicada no portal Metrópoles, traz novas revelações e insinuações sobre o escândalo do Banco Master, agora ampliando o foco para supostas festas promovidas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro que misturariam autoridades dos Três Poderes, corrupção e elementos de luxúria.

Segundo o texto, era “inevitável que houvesse sexo entre os ingredientes do escândalo do Master”, citando o clássico Retrato do Brasil, de Paulo Prado, para contextualizar cobiça e luxúria como traços da “tristeza brasileira”.
As festas, apelidadas de “Cine Trancoso”, ocorreriam em uma mansão em Trancoso (BA), adquirida por Vorcaro por R$ 300 milhões – antes alugada à proprietária, que reclamou em mensagem de 5 de outubro de 2022: “O Vorcaro encheu a minha casa de putas. Ele, amigos e muitas putas! Desde antes de ontem, reclamações por causa do som acima do permitido. Ontem foi pior”.

A representação do Ministério Público Federal junto ao TCU recomenda investigação para identificar participantes, afirmando que “esses eventos, denominados Cine Trancoso, teriam contado com a presença de altas autoridades dos Três Poderes da República, incluindo integrantes do Poder Executivo do governo anterior, membros do mercado financeiro, da política e do meio jurídico”.
Reportagens da revista Liberta e de veículos como o jornal O Globo mencionam um suposto vídeo compilado de cenas das festas, arquivado no celular de Vorcaro (hoje sob custódia da PF, MPF e STF).
Nele, segundo fonte ouvida pela Liberta, “o vídeo era estrelado por um ‘pica das galáxias’ do Poder Judiciário. Foi assim, ‘pica das galáxias’, que um dos principais executivos da Reag classificou o personagem quando o tema terminou sendo abordado na mesa de trabalhos da operadora agora em liquidação pelo Banco Central”.
Sabino relata ainda festas em Nova York, Lisboa (incluindo um “after” após o seminário apelidado de “Gilmarpalooza”) e São Paulo, com mulheres convidadas do exterior, mesadas, hospedagem em hotéis de luxo e recrutamento de amigas. A circulação dessas mulheres em locais públicos gerou “desconfiança e falatório nas rodas femininas”, conforme repórteres Alexa Salomão e Joana Cunha.
A defesa de Vorcaro rebate: “a divulgação de conteúdos carregados de juízo moral, dissociados de qualquer relevância jurídica, contribui apenas para a criação de ilações e para a indevida invasão da esfera privada”.
O colunista argumenta que, embora sexo consensual entre adultos seja privado, a presença de corrupção e tráfico de influência torna o caso de interesse público. Ele encerra com a pergunta central: quem seria o “pica das galáxias do Judiciário” que protagonizaria o suposto vídeo?


















