Relatório em fase final da Polícia Federal aponta transações adicionais não ligadas ao contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes com o Banco Master
A Polícia Federal (PF) avança na apuração do caso envolvendo o Banco Master e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com indícios que vão além do contrato de R$ 129 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, de acordo com a matéria de Claudi Dantas.

O contrato original, revelado em dezembro de 2025 pela Operação Compliance Zero, previa remuneração mensal de R$ 3,6 milhões ao escritório de Viviane por serviços advocatícios, totalizando potencialmente R$ 129 milhões ao longo de 36 meses (a partir de 2024). Documentos apreendidos em celulares do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Master) confirmaram o acordo, que incluía elaboração de pareceres e participação em reuniões.
A nova etapa da investigação expande o escopo para transações adicionais, sugerindo que os pagamentos vão além desse contrato principal. O relatório anterior sobre negócios do ministro Dias Toffoli com o mesmo banco serviu de base para o aprofundamento no caso Moraes.
O Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central após rombo estimado em bilhões, tem sido alvo de múltiplas frentes investigativas, incluindo supostas irregularidades em compliance, governança e relações com autoridades.
A PF analisou mensagens, quebras de sigilo e documentos que apontam contatos e fluxos financeiros entre Vorcaro, Moraes e familiares.
Fonte: Claudio Dantas


















