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PF aponta conexão entre Grupo Fictor e CV em fraudes e lavagem de dinheiro

Investigação da Operação Fallax revela que empresários e membros da facção usavam a mesma rede de empresas fictícias para obter crédito fraudulento em bancos e ocultar recursos ilícitos; CEO Rafael de Gois e ex-sócio Luiz Rubini são alvos

A Polícia Federal identificou que uma mesma estrutura financeira era utilizada tanto por empresários ligados ao Grupo Fictor quanto por integrantes do Comando Vermelho (CV) para movimentar e ocultar grandes quantias de dinheiro. A descoberta faz parte da Operação Fallax, deflagrada nesta quarta-feira (25 de março de 2026) em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Fonte Mirelle Pinheiro do METRÓPOLES

A PF descreve o esquema como uma espécie de “plataforma” de fraude e lavagem de dinheiro, compartilhada por diferentes núcleos, incluindo o empresarial e o criminoso. Há indícios de que valores provenientes de células do Comando Vermelho eram inseridos nesse sistema, que utilizava empresas de fachada e movimentações simuladas para dar aparência de legalidade ao dinheiro.

As investigações apontam que o grupo estruturou uma rede de empresas fictícias para obter crédito fraudulento em bancos. “O modelo incluía a criação de empresas com capital social simulado, geração artificial de faturamento, pagamento cruzado de boletos para simular atividade econômica e uso de histórico bancário fictício para obtenção de crédito”.

Funcionários de instituições financeiras teriam sido cooptados para inserir dados falsos nos sistemas e viabilizar as operações irregulares. Empresas ligadas ao Grupo Fictor teriam desempenhado papel relevante, injetando recursos e gerindo estruturas para simular liquidez, o que permitia movimentar grandes quantias e dificultar o rastreamento.

Os valores obtidos eram convertidos em bens de luxo e criptoativos. As fraudes investigadas ultrapassam R$ 500 milhões e atingiram instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.

Ao todo, a Justiça Federal autorizou 43 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de prisão preventiva, bloqueio de bens até R$ 47 milhões e quebra de sigilo de 33 pessoas físicas e 172 jurídicas. Até as primeiras horas da operação, ao menos 13 pessoas já haviam sido presas.

Entre os investigados estão o CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael de Gois, alvo de mandados de busca e apreensão em São Paulo, e o ex-sócio Luiz Rubini.

Fonte: METRÓPOLES

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