Investigadores consideram que a segunda proposta do ex-banqueiro do Banco Master continua insuficiente e seletiva; suspeita-se que a defesa busca proteger figuras políticas
A Polícia Federal (PF) deve recusar novamente a proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo apurações, o novo material entregue pela defesa na semana passada não trouxe fatos inéditos nem informações suficientes para justificar um acordo de colaboração.
Investigadores avaliam que, apesar de incluir nomes de autoridades e políticos, Vorcaro não detalhou crimes nem apresentou elementos novos que avancem as apurações sobre o caso. A percepção é de que a proposta mantém um caráter seletivo.
De acordo com fontes ligadas à investigação, a defesa estaria atuando de forma a proteger determinadas figuras políticas envolvidas no esquema.
Esta é a segunda tentativa de delação em menos de um mês. A primeira proposta, apresentada em maio, já havia sido rejeitada pelos mesmos motivos: falta de novidades e omissão de fatos relevantes já conhecidos pela PF.
A nova versão foi entregue à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início de junho, com adendos posteriores. No entanto, a avaliação inicial dos investigadores indica que o conteúdo “não traz elementos suficientes e nem novidades”.
A decisão final sobre eventual homologação do acordo caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Metrópoles


















