PF contratou empresa israelense-emiradense Black Wall Global para descriptografar celulares no caso Banco Master; Moraes Identifica Ligação com Mossad
A Polícia Federal (PF) contratou a Black Wall Global, uma agência de inteligência digital, cibersegurança e defesa com raízes israelenses e emiradenses, para auxiliar na descriptografia de telefones apreendidos durante a Operação Compliance Zero — investigação sobre fraudes e operações financeiras irregulares no Banco Master.
Entre os aparelhos analisados está o do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. A contratação foi revelada pelo ministro Cristiano Zanin durante sessão do STF em 12 de fevereiro, que resultou na saída de Dias Toffoli da relatoria do caso.
Ao ouvir a menção à empresa, o ministro Alexandre de Moraes fez um aparte imediato: “Eu conheço. Isso aí é o pessoal do Mossad”.
O Mossad é o serviço de inteligência secreto de Israel. A Black Wall Global se apresenta como especialista em soluções avançadas de inteligência digital e defesa cibernética.
A revelação, reportada pelo Poder360, ocorre em meio ao agravamento das apurações no caso Master, com quebra de sigilos, mensagens analisadas e questionamentos sobre conflitos de interesse no Judiciário.
A PF utilizou a expertise externa para superar barreiras técnicas de criptografia nos dispositivos.


















