Advogado exige medidas da direção da PF após vazamento de investigação sobre Lulinha
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, representante de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do petista Lula da Silva , encaminhou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, cobrando apuração rigorosa sobre o vazamento de informações de inquérito que investiga suposta sociedade oculta de Lulinha com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
O pedido foi motivado pela divulgação, por veículos de imprensa, de mensagens e detalhes de diligências ainda em andamento na Operação Sem Quorum, que apura fraudes milionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre os elementos vazados estão conversas que mencionam entrega de encomendas em apartamento alugado por Lulinha em São Paulo e indícios de fluxos financeiros indiretos.
Marco Aurélio classificou o vazamento como “grave violação do sigilo legal” e solicitou “providências imediatas” para identificar os responsáveis, com aplicação de sanções administrativas e penais cabíveis.
Ele argumentou que a exposição prematura de dados sigilosos compromete o devido processo legal e pode configurar abuso de autoridade ou crime de violação de sigilo funcional.
A defesa de Lulinha reitera que o empresário “desconhece qualquer irregularidade” e que “não é sócio do Camilo, nunca foi. Não tem negócios com Camilo”.
A PF já comunicou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as menções ao filho do presidente, ampliando o escopo das apurações.
O episódio reacende debates sobre seletividade em vazamentos de investigações sensíveis, com a oposição questionando se procedimentos semelhantes ocorreriam em casos envolvendo aliados do governo.
Especialistas em direito penal destacam que a divulgação indevida de elementos de inquérito em curso pode gerar nulidades processuais e responsabilidade civil do Estado.
Até o momento, a direção da PF não se pronunciou publicamente sobre o ofício.


















