A possibilidade de exposição pública de figuras influentes aumenta a tensão no meio político e judiciário.
A Polícia Federal (PF) quebrou o sigilo de cinco aparelhos celulares pertencentes ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e as descobertas geraram alarme entre políticos e autoridades que participaram de eventos promovidos por ele.

Nas investigações da Operação Compliance Zero, a PF recuperou imagens de câmeras de segurança instaladas em mansões de Vorcaro em Trancoso (BA), Brasília e no Rio de Janeiro. Nessas festas de alto padrão, convidados entregavam seus celulares na entrada, mas o empresário mantinha sistemas avançados de filmagem oculta. Os vídeos mostram autoridades sendo recebidas com bebidas importadas, comidas finas e “convidadas”.
A quebra de sigilo levou políticos a temerem a divulgação de vídeos de câmeras escondidas em festas luxuosas promovidas pelo banqueiro em mansões na Bahia e Brasília, onde autoridades eram recebidas com bebidas importadas, comidas finas e “convidadas”.
Os investigadores analisam se esses encontros serviram de palco para negociações de fraudes bancárias, apoio político ou favorecimento em operações financeiras. Além das imagens, a perícia resgatou áudios e mensagens deletadas que mencionam nomes do STF e do Congresso.
Entre os imóveis sob escrutínio está uma mansão avaliada em R$ 36 milhões em Brasília, suspeita de ter sido usada para “comprar” influência e facilitar a tentativa de venda do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília), banco público do Distrito Federal.
As apurações avançam em sigilo, mas o material já circula internamente na PF e pode ser anexado ao inquérito principal no STF, agora sob relatoria de André Mendonça.


















