PGR manifesta-se contra liberdade de Filipe Martins
A Procuradoria-Geral da República (PGR) posicionou-se oficialmente contra o pedido de soltura do ex-assessor especial da Presidência Filipe Garcia Martins Pereira.
Em manifestação enviada neste sábado (24 de janeiro de 2026), o procurador-geral Paulo Gonet defendeu a manutenção da prisão preventiva do investigado, réu no processo relacionado à suposta trama golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Filipe Martins, ex-assessor internacional do governo Jair Bolsonaro (PL), encontra-se injustamente preso preventivamente desde o início de janeiro de 2026, após determinação do ministro Alexandre de Moraes.
EDUARDO BOLSONARO SE MANIFESTOU CONFIRA:


A prisão ocorreu por alegado descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente, incluindo a proibição de acessar redes sociais.
A defesa do réu argumenta que provas apresentadas pela Microsoft e pelo LinkedIn comprovam que não houve acesso à plataforma após a imposição da restrição, questionando a validade da ordem judicial.
No parecer da PGR, Gonet destacou a ausência de “fatos novos” que justifiquem a revogação da prisão. Ele apontou que a conduta do réu demonstra “desdém pelas determinações judiciais” e a “ineficácia das medidas alternativas menos gravosas”. Segundo o procurador-geral, não há elementos que indiquem alteração no quadro que motivou a decretação da prisão preventiva.
Com o envio do parecer, cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, decidir se mantém ou revoga a prisão preventiva de Filipe Martins.
A decisão é aguardada nos próximos dias e pode influenciar o andamento de investigações sobre atos antidemocráticos no período pós-eleitoral.


















