PL acusa Governo Lula de repetir ‘Pedaladas Fiscais’ de Dilma: Ação no STF denuncia estrutura paralela para esconder gastos públicos
O Partido Liberal (PL) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) acusando o governo Lula de adotar práticas semelhantes às “pedaladas fiscais” que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff em 2016. A legenda aponta a existência de uma “estrutura paralela” fora da lei, que teria sido criada para ocultar gastos públicos e comprometer a transparência das contas federais, violando princípios constitucionais de responsabilidade fiscal.
De acordo com a petição protocolada pelo PL, o mecanismo permitiria ao governo Lula driblar limites orçamentários e regras do arcabouço fiscal, adiando ou mascarando despesas que deveriam ser registradas imediatamente.
O partido argumenta que essa manobra compromete a credibilidade das contas públicas e repete o modus operandi que resultou na cassação de Dilma, quando operações de crédito entre bancos públicos e o Tesouro Nacional foram usadas para maquiar o déficit.
O PL afirma na ação: “O governo Lula está repetindo as ‘pedaladas fiscais’ que derrubaram Dilma em 2016. Ação no STF aponta criação de estrutura paralela, fora da lei, que esconde gastos e compromete a transparência das contas públicas”.
A iniciativa ocorre em um momento de forte pressão sobre as contas do governo. O déficit primário acumulado em 2025 superou as projeções iniciais, e a dívida pública bruta fechou o ano em 78,7% do PIB, com críticas recorrentes ao arcabouço fiscal aprovado em 2023 — considerado por economistas liberais como insuficiente para conter o crescimento descontrolado das despesas.
O caso ganha relevância porque o STF já julgou as pedaladas de Dilma como crime de responsabilidade, abrindo precedente. Se a Corte aceitar a tese do PL, pode haver questionamento sobre a legalidade de mecanismos fiscais atuais, como exclusão de despesas da meta ou adiamentos de pagamentos, o que agravaria o cenário para a reeleição de Lula em outubro de 2026.


















