Imagens revelam execução de manifestantes feridos removidos de hospitais pela polícia do regime
Em meio à brutal repressão aos protestos antigovernamentais no Irã, que já deixaram milhares de mortos desde o final de dezembro de 2025, surgem evidências perturbadoras de execuções sumárias contra manifestantes feridos.
Fotos e relatos verificados indicam que forças de segurança do regime dos aiatolás invadiram hospitais, removeram pacientes em tratamento e os executaram com tiros na cabeça.

Uma imagem particularmente chocante mostra o corpo de um homem com cateter urinário ainda inserido e eletrodos de monitoramento cardíaco (contatos de ECG) fixados no peito — sinais claros de que ele estava sob cuidados médicos hospitalares momentos antes.
Apesar disso, o indivíduo apresenta um ferimento de bala evidente no centro da testa, característico de uma execução à queima-roupa.
“Não se coloca eletrodos de ECG, tubo traqueal e cateteres em cadáveres.” (“You don’t hook up ECG electrodes, tracheal tubes, and catheters to dead bodies.”)
Essa frase circula amplamente em relatos e postagens de ativistas, destacando a impossibilidade de que equipamentos médicos hospitalares estejam conectados a corpos já sem vida.
Os vestígios sugerem que o manifestante foi retirado vivo de uma unidade de saúde e assassinado pela polícia do regime.
Organizações de direitos humanos, como Amnesty International e Human Rights Watch, documentaram invasões a hospitais por forças de segurança, incluindo uso de gás lacrimogêneo, espancamentos de pacientes, familiares e profissionais de saúde, além de prisões e remoções forçadas de feridos.
Testemunhas relatam que esses atos visam eliminar evidências e intimidar sobreviventes, em um padrão de crimes contra a humanidade durante a onda de protestos que clama por liberdade e o fim da ditadura islâmica.
O número oficial de mortos é subestimado devido ao blackout de internet imposto desde 8 de janeiro de 2026, mas estimativas de grupos independentes apontam para milhares de vítimas, com hospitais sobrecarregados por ferimentos graves na cabeça e olhos causados por disparos intencionais.
Essas imagens e denúncias reforçam a urgência de pressão internacional contra o regime iraniano, acusado de massacres sistemáticos para sufocar a revolta popular.
A comunidade global acompanha com horror as provas de atrocidades que incluem execuções de pacientes hospitalizados.


















