Balanço divulgado pela corporação detalha o cerco a crimes eleitorais, evidenciando o salto expressivo no volume de dinheiro vivo confiscado em investigações de corrupção e compra de votos pelo país
A fiscalização e o combate aos ilícitos eleitorais registraram marcas expressivas no mês que antecede o pleito deste ano. Dados consolidados e divulgados nesta quarta-feira (30) revelam que a Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 12,34 milhões em espécie apenas durante o mês de setembro de 2026, configurando o ápice das ações ostensivas voltadas a coibir abusos financeiros nas urnas.

Com o montante contabilizado nas últimas semanas, o valor acumulado em apreensões de dinheiro vivo realizadas pela corporação no contexto de investigações de crimes eleitorais ao longo de todo o ano de 2026 já chega a R$ 19,04 milhões.
Escalada das apreensões no período pré-eleitoral
O mapeamento operacional conduzido pelas autoridades policiais demonstra uma concentração acentuada de recursos ilícitos em circulação na reta final da campanha. Do total apreendido no ano, a esmagadora maioria foi interceptada nos dois meses mais críticos do calendário eleitoral:
- R$ 6,11 milhões foram confiscados em operações deflagradas ao longo do mês de agosto;
- R$ 12,34 milhões foram recolhidos durante as diligências intensificadas no mês de setembro.
Para fins de comparação e dimensionamento da força-tarefa atual, o volume de recursos financeiros em espécie retidos pela Polícia Federal em 2026 supera amplamente os patamares registrados em pleitos anteriores, como o montante de R$ 8,57 milhões apreendido em 2024.
Frentes de investigação e prisões em flagrante
As ações da corporação desdobram-se em dezenas de inquéritos espalhados pelo país que miram crimes previstos na legislação eleitoral e penal. Entre as condutas sob escrutínio estão a corrupção eleitoral ativa e passiva (incluindo a compra de votos), falsidade ideológica eleitoral, falsificação de documentos públicos e privados, além de ocorrências ligadas a crimes de violência política de gênero e raça.
O cerco policial também resultou em medidas restritivas severas de liberdade contra alvos estratégicos nas últimas semanas. Entre os registros recentes constam prisões de destaque, a exemplo da detenção de Daniel Trindade, em 25 de setembro, e a prisão em flagrante de Manoel Pioneiro, ocorrida em 29 de setembro, reforçando o rigor dos órgãos de persecução penal na repressão a desvios que ameacem a lisura do processo democrático de 2026.
Fonte: Metrópoles
*Imagem da capa editada por IA

















