Luiz Philippe Vieira de Mello Filho cria crise interna no Tribunal Superior do Trabalho com críticas públicas e ameaças a colegas
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, está no centro de uma forte crise interna após uma série de ataques a ministros da Corte. A ofensiva tem gerado especulações de que o magistrado busca se posicionar como candidato a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A mais recente polêmica ocorreu durante sessão do TST, quando Luiz Philippe se declarou “vermelho” — em referência à ala mais alinhada aos trabalhadores — e prometeu cortar o salário de ministros que faltarem às sessões para ministrarem aulas remuneradas em cursos de direito trabalhista.
“Vocês não sabem o que vai acontecer se não for como eu quero”, teria dito o presidente do TST em reunião reservada para escolha de indicados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), segundo relatos de ministros presentes.
A postura confrontadora de Luiz Philippe, ligado ao ministro do Trabalho Luiz Marinho (PT), é vista por parte dos colegas como uma estratégia para ganhar visibilidade e apoio político, especialmente após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado para o STF. A nomeação para a Corte cabe ao presidente da República e depende de aprovação dos senadores.
Ministros do TST avaliam apresentar interpelação criminal contra o presidente da Corte, acusando-o de atribuir aos colegas “azuis” (considerados menos ativistas) a defesa de interesses do capital e das empresas. Paralelamente, um grupo de ministros iniciou uma espécie de “auditoria” sobre os atos da presidência.
Fonte: Metrópoles


















