Outros ministros e interlocutores apelaram ao relator devido ao agravamento do quadro clínico do presidente e possível impacto eleitoral em 2026
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) a pressão cresce em relação ao pedido de prisão domiciliar para o presidente Jair Bolsonaro. Outros ministros da Corte exerceram pressão sobre o relator Alexandre de Moraes para que ele reconsidere a manutenção do regime prisional, motivados pelo risco iminente à vida do presidente após internação grave por broncopneumonia e injúria renal aguda, de acordo com a matéria da Globo News.
Ouça a análise da jornalista da Globo News:
Em sua coluna mais recente, Malu Gaspar destacou o argumento que teria convencido Moraes: a mudança radical no estado de saúde de Bolsonaro desde a negativa anterior, em novembro de 2025. Ela relatou que, apesar da resistência inicial do ministro, aliados acreditam ter encontrado uma “saída honrosa” para transferi-lo para casa sem aparentar recuo.
A preocupação envolve não apenas questões humanitárias, mas também o potencial impacto político: um agravamento fatal ou grave na prisão poderia impulsionar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência em 2026, gerando comoção popular e maior pressão sobre o STF. Moraes recebeu apelos inclusive de interlocutores próximos ao governo Lula.
O contexto inclui a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) à domiciliar humanitária, enviada recentemente a Moraes, e a internação prolongada de Bolsonaro no Hospital DF Star.
A defesa persiste em laudos médicos que comprovam a incompatibilidade do Complexo da Papuda com o tratamento necessário, enquanto o relator solicitou informações atualizadas da equipe médica antes de decidir.
Fonte: GLOBO NEWS


















