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Processo revela laudos e registros visuais sobre o desfecho de “Sicário” na custódia da PF

Novos documentos anexados ao processo do Caso Master detalham, por meio de dezenas de laudos técnicos e quadros de câmeras de segurança, os minutos finais e a dinâmica do enforcamento de Luiz Phillipi Mourão dentro da Superintendência da Polícia Federal 

O acervo probatório vinculado aos desdobramentos da Operação Compliance Zero ganhou novos e minuciosos contornos. Documentos oficiais integrados ao processo judicial do chamado Caso Master trouxeram a público uma série de relatórios técnicos, laudos periciais e dezenas de quadros (frames) extraídos dos circuitos internos de segurança que reisvindicam esclarecer a dinâmica em torno da morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, amplamente conhecido nos autos como “Sicário”

Apontado pelas investigações da Polícia Federal como o coordenador de esquemas de monitoramento e de uma milícia particular a serviço do banqueiro Daniel Vorcaro, o custodiado teve o desfecho de sua prisão destrinchado por meio de material pericial detalhado.

A cronologia dos fatos na Superintendência da PF

De acordo com o compêndio documental anexado ao processo — que engloba dezenas de registros visuais e dezenas de laudos periciais —, a movimentação envolvendo Luiz Phillipi no dia de sua custódia na sede da Polícia Federal em Minas Gerais seguiu uma rotina monitorada de perto pelas autoridades.

Pouco antes do meio-dia, por volta das 12h, “Sicário” foi submetido a uma reunião com seus defensores legais, os advogados Hermes Vilchez Guerrero e Robson Lucas da Silva, em uma sala reservada localizada no quarto andar da unidade policial. O material destaca ainda que, durante o período de detenção, ele recebeu autorização para utilizar o aparelho celular de um dos agentes com o objetivo de realizar contatos telefônicos com seus familiares. Como parte dos procedimentos de segurança para custódia, consta também que hastes rígidas foram retiradas da gola de sua camisa. 

A sequência que culminou no atendimento médico de urgência iniciou-se quando o preso solicitou permissão para ir ao banheiro, o que ocorreu às 15h21. 

A análise das imagens e a conclusão técnica sobre o ato

O ponto central revelado pelos novos documentos do processo reside na análise detalhada do circuito interno de monitoramento. Os registros apontam que a área interna onde o ato ocorreu contava com cobertura visual das câmeras, embora o relatório técnico mencione a existência de pontos cegos na unidade que, contudo, não interferiram no campo do acontecimento.

Uma sequência de múltiplos registros visuais demonstra que o detento agiu solitariamente durante o episódio de automutilação por enforcamento. O corpo foi localizado por um dos agentes da corporação minutos depois, às 15h39. 

Imediatamente após ser encontrado, equipes de socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para realizar o resgate de emergência. Luiz Phillipi foi prontamente encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde permaneceu sob cuidados intensivos de suporte à vida até o dia 6 de março, data em que a equipe médica responsável oficializou a constatação de sua morte encefálica. 

Os laudos periciais anexados ao processo consolidam o entendimento técnico de que não houve indícios de coação ou participação direta de terceiros no óbito ocorrido sob custódia do Estado, corroborando os elementos analisados pelas autoridades policiais no âmbito das apurações do Caso Master.

Fonte: Terra Brasil Notícias

*Imagem da capa gerada por IA

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