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Bolsonaro quer falar com Tarcísio e irmão de Michelle

Defesa de Bolsonaro solicita ao STF autorização para visita de Tarcísio de Freitas e irmão de Michelle na Papudinha

A defesa do presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta segunda-feira (19/01/2026), um novo requerimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo permissão para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visite o presidente no Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O pedido, endereçado ao ministro Alexandre de Moraes (relator do processo), abrange também a autorização para visitas de Diego Torres Dourado – irmão de Michelle Bolsonaro e ex-assessor especial do governador paulista – e do pecuarista Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia.

Essa seria a primeira visita de Tarcísio a Bolsonaro desde setembro de 2025, quando o presidente ainda cumpria prisão domiciliar. Uma agenda anterior para encontro em dezembro foi cancelada após a conversão para regime fechado.

Transferido na última quinta-feira (15/01/2026) da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, o novo local oferece condições consideradas mais adequadas pela defesa e pelo próprio STF, incluindo maior liberdade para banho de sol, exercícios físicos e possibilidade de instalação de equipamentos de fisioterapia, em resposta a queixas sobre estrutura médica insuficiente na sede da PF.

Visitas não familiares (exceto cônjuge, filhos próximos, advogados e equipe médica) exigem aprovação expressa de Alexandre de Moraes, que avalia cada solicitação individualmente, considerando o contexto do processo e potenciais riscos.

Contexto político e eleitoral em 2026

O requerimento ocorre em meio a intensas articulações na direita para as eleições presidenciais de outubro de 2026.

A possível reunião pode sinalizar tentativas de alinhamento ou redução de tensões internas no campo bolsonarista.

A defesa segue pressionando por prisão domiciliar humanitária, com base na idade (70 anos), histórico de comorbidades e recente traumatismo craniano leve após queda na cela.

A Polícia Federal realiza perícia médica para avaliar compatibilidade do regime prisional com a saúde do presidente.

O STF ainda não se manifestou sobre o novo pedido.

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