O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, protocolou nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026) o requerimento para criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar as graves irregularidades e fraudes bilionárias no Banco Master.
O pedido alcançou um número impressionante de 280 assinaturas – 238 de deputados e 42 de senadores –, superando com folga o mínimo regimental exigido (171 deputados e 27 senadores, total de 198) e estabelecendo um recorde histórico de apoio parlamentar para esse tipo de comissão.
O parlamentar destacou a força da mobilização: “280 assinaturas, um recorde histórico! (…) o povo quer que o Brasil seja passado a limpo! Não admite mais essa prostituição”.
A declaração reflete o sentimento de indignação popular diante das denúncias envolvendo manipulação contábil, ativos inexistentes, falsificação de documentos e tentativas de transferência de passivos para instituições públicas, como o Banco de Brasília (BRB), com prejuízos estimados em mais de R$ 12 bilhões.
Recorde de Apoio e Pressão por Transparência
O volume de adesões, que representa quase metade do Congresso Nacional, demonstra a amplitude do clamor por apuração profunda e imparcial.
Jordy enfatizou que o apoio transcende divisões partidárias e reflete a insatisfação da sociedade com a impunidade em casos de grande impacto financeiro e institucional. Segundo fontes próximas ao parlamentar, o número supera o recorde anterior da CPMI dos Correios (223 assinaturas em 2005), consolidando a iniciativa como uma das mais respaldadas da história recente do Legislativo.
A oposição cobra agora que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), realize a leitura do requerimento na próxima sessão conjunta do Congresso, o que tornaria a instalação da CPMI obrigatória pelo regimento interno.
Jordy já manifestou expectativa de que não haja entraves, afirmando que a comissão é essencial para esclarecer responsabilidades e evitar que o caso seja abafado por acordos de bastidores.
Importância da CPMI do Banco Master
A comissão mista proposta visa apurar de forma ampla as fraudes no Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025 após indícios de crimes como lavagem de dinheiro, estelionato e formação de organização criminosa. Investigadores apontam que o escândalo pode envolver figuras influentes do sistema financeiro e político, com possíveis ramificações em outros bancos e no setor público.
O avanço do requerimento reforça o papel fiscalizador do Congresso e atende à demanda por accountability em um momento de desconfiança generalizada nas instituições.
A oposição vê na CPMI uma oportunidade de “passar o Brasil a limpo”, promovendo transparência e punição aos responsáveis.


















