Mudanças no primeiro escalão do governo atingem 18 Pastas, incluindo favoritos para capitais como São Paulo e Rio de Janeiro
Cerca de metade dos ministros do governo do petista Lula da Silva planeja deixar os cargos ao longo de 2026 para concorrer nas eleições municipais de outubro.
Dos 38 ministérios, pelo menos 18 titulares ou ocupantes interinos manifestaram intenção de disputar prefeituras ou vereanças, o que provocará uma ampla reformulação no primeiro escalão.
A desincompatibilização deve ocorrer até abril de 2026, prazo legal para quem exerce cargo público e pretende candidatar-se.
Entre os nomes cotados estão favoritos em capitais estratégicas, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza.
Principais saídas esperadas
- Guilherme Boulos (Cidades): Pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL, com apoio do PT.
- Rui Costa (Casa Civil): Possível candidato a prefeito de Salvador ou ao Senado pela Bahia.
- Alexandre Padilha (Relações Institucionais): Cotado para prefeitura de São Paulo ou coordenação de campanha.
- Wellington Dias (Desenvolvimento Social): Pode disputar prefeitura de Teresina (PI).
- Camilo Santana (Educação): Pré-candidato a prefeito de Fortaleza (CE).
- Fernando Haddad (Fazenda): Mencionado para prefeitura de São Paulo, embora negue publicamente.
- Outros: Ministros como Jader Filho (Cidades, interino), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Márcio França (Empreendedorismo) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas) também são ventilados para candidaturas em suas bases eleitorais.
A saída em massa representa o maior êxodo ministerial desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Analistas apontam que a estratégia visa fortalecer o PT e aliados em municípios chave, mas pode gerar instabilidade administrativa no governo federal.
Impacto na governabilidade
O Planalto já prepara substituições, priorizando nomes técnicos ou parlamentares para evitar desgaste na base aliada.
A reformulação ocorre em momento delicado, com o governo enfrentando desafios fiscais e negociações no Congresso para aprovação de pautas econômicas.
Especialistas destacam que a concentração de saídas no primeiro semestre pode comprometer a continuidade de programas prioritários, especialmente em áreas sociais e de infraestrutura.
Essa movimentação reforça o caráter eleitoral do ano de 2026, com o PT buscando recuperar terreno em grandes centros urbanos após resultados mistos nas eleições de 2022.
A ampla reforma ministerial prevista impactará diretamente a governabilidade e a execução de políticas públicas no terceiro ano do mandato de Lula.


















