O Itaú BBA estima uma saÃda de até US$ 35 bilhões (R$ 188 bilhões) do Brasil neste quarto trimestre com a tributação de dividendos. O valor fica acima da média histórica anual de US$ 15 bilhões (R$ 80,9 bilhões) de saÃda no perÃodo.
Desde 1996, dividendos são isentos de Imposto de Renda, o que pode mudar com a reforma do IR, prevista para ser sancionada pelo presidente Lula (PT) nesta quarta-feira (26).
O texto diz que não serão tributados lucros e dividendos apurados até 2025, desde que a distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro deste ano. Também é necessário que “o pagamento, o crédito, o emprego ou a entrega” do dinheiro ocorra até 2028.
Como mostrou a Folha, as empresas brasileiras de capital aberto possuem US$ 45 bilhões (cerca de R$ 240 bilhões) em lucros acumulados que ainda não foram repassados a seus sócios, valor que precisaria ser pago até 2028 para que seus principais acionistas escapem do Imposto de Renda MÃnimo.
Os dados fazem parte de levantamento da Abrasca (associação das companhias abertas), que estima que 60% seriam destinados a investidores estrangeiros, ou seja, US$ 27 bilhões.
Já a estimativa do Itaú foi feita com base na saÃda de capital observada em 2021, quando a Câmara dos Deputados aprovou a proposta de tributação dividendos em 15%.
A potencial saÃda de dólares acima da média neste ano deve pressionar o real. O banco projeta uma taxa de câmbio de R$ 5,35 ao término de 2025 e de R$ 5,50, em 2026. Nesta terça (25), o dólar comercial está a R$ 5,37 na venda


















