Esquema com 41 empresas de fachada era utilizado por quadrilhas do PCC e pelo Hezbollah; relatório final aponta volume total de R$ 39 bilhões em transações suspeitas
A rede de lavagem de dinheiro associada ao conhecido “Careca do INSS” movimentou pelo menos R$ 39 bilhões por meio de uma estrutura formada por 41 empresas de fachada. As informações constam do relatório final da CPMI do INSS, divulgado recentemente, de acordo com a matéria do Metrópoles.

De acordo com o documento, o total movimentado pela rede foi de R$ 39.045.913.139,71, sendo R$ 20,4 bilhões a crédito e R$ 18,6 bilhões a débito. A mesma estrutura criminosa era compartilhada com integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e com o grupo terrorista libanês Hezbollah.
O relatório detalha que as empresas de fachada serviam como instrumento para ocultar a origem ilícita de recursos, inclusive provenientes de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O “Careca do INSS” é apontado como um dos principais operadores dessa rede.
A investigação revela o alto grau de sofisticação do esquema, que permitia a integração de recursos de diferentes grupos criminosos nacionais e internacionais. A CPMI do INSS tem se dedicado a apurar irregularidades e fraudes no sistema previdenciário brasileiro.
Fonte: METRÓPOLES

















