Sobe para 78 o número de manifestantes mortos e mais de 2.600 presos em protestos nacionais
A onda de manifestações antigovernamentais que sacode o Irã desde 28 de dezembro de 2025 continua a registrar números alarmantes de vítimas.
De acordo com atualização divulgada pela agência de direitos humanos HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos, pelo menos 78 manifestantes foram mortos nos últimos 14 dias de protestos.
No total, a entidade contabiliza 116 mortes, incluindo 38 integrantes das forças de segurança. Pelo menos sete das vítimas entre os manifestantes tinham menos de 18 anos.
A HRANA também reporta que 2.638 pessoas foram presas durante os atos, que se espalharam por 574 locais em 185 cidades, abrangendo todas as 31 províncias do país.
“Com base em dados consolidados até o fim do décimo quarto dia, 574 locais de protesto foram identificados em 185 cidades, abrangendo todas as 31 províncias do país.” — informou a HRANA em comunicado.
O que começou como protestos contra a inflação galopante, desvalorização da moeda e crise econômica evoluiu para um movimento de contestação aberta ao regime teocrático liderado pelo aiatolá Ali Khamenei. Manifestantes têm gritado slogans como “Morte ao ditador” e exigido mudanças radicais, em meio à maior mobilização popular desde os atos de 2022 motivados pela morte de Mahsa Amini.
A repressão tem sido denunciada por organizações internacionais como Amnesty International e Human Rights Watch, que condenam o uso indiscriminado de força letal, prisões arbitrárias e o bloqueio de comunicações para ocultar a extensão da violência.
O governo iraniano atribui a escalada a interferências externas, especialmente dos Estados Unidos, e acusa os manifestantes de vandalismo e subversão.
O presidente americano Donald Trump tem acompanhado o caso de perto, renovando alertas de possível intervenção caso a repressão se intensifique.
Líderes europeus, incluindo França, Alemanha e Reino Unido, emitiram declaração conjunta cobrando proteção à população e garantia de direitos de expressão pacífica.
A situação permanece volátil, com relatos de novas ações de rua apesar da intensificação da repressão.
Especialistas alertam que o bloqueio de internet pode estar sendo usado para encobrir um aumento ainda maior no número de vítimas.


















