Resort ligado à família de Toffoli tem cassino com máquinas de apostas incluindo blackjack – modalidade proibida em âmbito federal no Brasil
Um empreendimento de alto padrão localizado no norte do Paraná, às margens da represa de Chavantes, tem atraído atenção por supostas ligações com a família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
O Resort Tayayá (também chamado Tayayá Aqua Resort) é conhecido na região localmente como o “resort do Toffoli”, mesmo sem o nome do magistrado aparecer formalmente nos documentos societários.
De acordo com relatos de funcionários do local, o ministro é tratado como o dono de fato do complexo.
Diversas fontes consultadas afirmam que o ministro mantém uma casa no local, mesmo após a transferência de propriedade. A residência reservada seria de uso exclusivo de Toffoli, que também teria fechado o empreendimento para eventos privados com familiares e convidados no final do ano passado.
O resort, que oferece infraestrutura de luxo com piscinas extensas, restaurantes, bares e acesso direto à represa, passou por mudanças societárias recentes.
Até 2025, irmãos do ministro – José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli – e um primo, Mario Umberto Degani, figuravam como sócios por meio de holdings. Em abril de 2025, todas as cotas foram adquiridas por Paulo Humberto Barbosa, advogado que presta serviços à J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista (controladores da JBS).
A transação ocorreu em etapas ao longo de dois meses, tornando o advogado o único proprietário.
O complexo também abriga um espaço destinado a jogos de azar. O cassino conta com máquinas eletrônicas de apostas (vídeo loteria, regulamentadas pelo governo do Paraná) e mesas para jogos de carteado, incluindo blackjack – modalidade proibida em âmbito federal no Brasil.
As apostas ocorrem com dinheiro real, sem barreiras aparentes de entrada ou fiscalização visível, segundo apurações jornalísticas recentes.
Embora Dias Toffoli não tenha participação societária direta no empreendimento, sua frequência ao local e o tratamento dispensado por funcionários levantam questionamentos sobre influência e possíveis conflitos de interesse, especialmente em meio a decisões judiciais envolvendo investigações financeiras e empresas como J&F e Banco Master (das quais Toffoli é relator em inquéritos no STF).
O caso continua a gerar debate sobre transparência em negócios ligados a figuras públicas de alto escalão.


















