Após semanas de intensas negociações e atritos com a cúpula partidária, parlamentar lidera as intenções de voto e encabeçará chapa do Republicanos no segundo maior colégio eleitoral do país
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) voltou atrás em sua decisão anterior e confirmou que será candidato ao governo do estado nas eleições de 2026. O anúncio coroa o desfecho de uma verdadeira novela nos bastidores de Brasília e São Paulo, marcada por divergências temporárias com a direção nacional do partido e discussões sobre rumos estratégicos da sigla.

Acordo e alinhamento partidário
A confirmação da candidatura veio após uma reunião decisiva realizada em São Paulo, que contou com a presença de Cleitinho, do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do líder da legenda em solo mineiro, o deputado federal Euclydes Pettersen.
O impasse havia se instalado semanas antes, quando o parlamentar chegou a sinalizar afastamento da disputa devido a questões de foro pessoal e familiar. No entanto, pesaram na balança final o forte apelo da militância, o alinhamento com a cúpula estadual e, sobretudo, os índices expressivos de popularidade do senador nas pesquisas de intenção de voto. Para selar o entendimento, Cleitinho apresentou formalmente suas desculpas à direção partidária por conta das tratativas e ruídos anteriores.
Chapa definida e impacto nas Eleições 2026
Com a oficialização do nome de Cleitinho para a corrida ao Palácio Tiradentes, a composição da chapa também foi sacramentada: o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), integrará o projeto majoritário como candidato a vice-governador.
Outro ponto que chamou atenção no acordo foi a decisão do senador de conduzir sua campanha ao governo mineiro sem utilizar recursos do Fundo Eleitoral repassados pelo partido. A presença de Cleitinho no pleito altera drasticamente o tabuleiro político local e nacional, dado o seu favoritismo nas pesquisas recentes e o impacto direto na formação de palanques para a disputa à Presidência da República em Minas Gerais, estado considerado estratégico por sua relevância histórica no resultado das urnas.


















