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Alerta: Risco claro, imediato e concreto à vida de Bolsonaro, diz defesa

Complicações na saúde de Bolsonaro exigiu petição urgente

A defesa do presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou na noite desta terça-feira (9/12) uma petição urgente ao ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), alertando que a permanência dele em regime fechado representa “risco claro, imediato e concreto à vida” do presidente.

Defesa de Bolsonaro faz alerta

O pedido de conversão imediata para prisão domiciliar humanitária foi acompanhado de laudo médico detalhado, assinado por equipe especializada, que descreve um quadro clínico grave e progressivo.“É inequívoco que o cumprimento da pena em estabelecimento prisional representa risco claro, imediato e concreto à vida do Peticionante [Jair Bolsonaro], sendo inviável, do ponto de vista médico e jurídico, exigir-se que permaneça em ambiente incapaz de prover o tratamento contínuo, a vigilância clínica e a resposta emergencial que seu estado de saúde demanda”, afirmam os advogados Celso Villardi, Paulo Bueno e Daniel Tesser.

Entre as complicações listadas no laudo estão:

  • Singulto (soluço) crônico e refratário que aumenta a pressão abdominal e agrava hérnia pré-existente, com indicação médica de bloqueio anestésico do nervo frênico;
  • Doença do refluxo gastroesofágico associada a múltiplas cirurgias abdominais;
  • Alterações pulmonares graves registradas em tomografias de 2024 e 2025: “alterações parenquimatosas decorrentes de processo aspirativo crônico, atelectasias, congestão pulmonar e pequeno derrame pleural bilateral”.

Os médicos alertam que tais condições “evoluem rapidamente em ambientes sem monitorização contínua”. A defesa classifica o quadro como “doença grave, crônica, progressiva e múltipla”, enquadrando-se nas hipóteses legais de flexibilização da pena.

Os advogados citam precedente do próprio STF: o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve prisão domiciliar humanitária por condição clínica “significativamente menos complexa do que a ora analisada”.

A Violação da tornozeleira teria sido causada por confusão mental medicamentosa

A petição também explica o episódio que levou à revogação da prisão domiciliar anterior – a violação da tornozeleira eletrônica – como decorrente de confusão mental provocada por interação medicamentosa, e não tentativa de fuga.“

Tal episódio ocorreu no contexto da administração concomitante de Clorpromazina e Gabapentina — medicações que o Peticionante já fazia uso para controle de soluços — e da introdução, por outra profissional, da Pregabalina, medicamento cujo potencial de interação e de efeitos neuropsiquiátricos (confusão, desorientação, alucinações) é reconhecido e está documentalmente relatado, a demonstrar a plausibilidade farmacológica do evento”, sustentam os advogados.

Eles reforçam: “a narrativa e a declaração médica corroboram a inexistência de dolo de evasão, atestam a causa plausível do episódio e reforçam que se tratou de evento médico/farmacológico, e não de conduta delituosa voltada à fuga”.

Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o novo pedido. Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime fechado no Comando de Operações Táticas da Polícia Federal, em Brasília, após condenação por incitação aos atos golpistas que nunca aconteceram.

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