Deputado cassado do União Brasil, que já havia sido detido em dezembro, foi alvo de mandado do ministro Alexandre de Moraes do STF
O deputado estadual cassado Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso novamente pela Polícia Federal nesta sexta-feira (27). A detenção ocorreu em sua residência em Teresópolis, na Região Serrana do estado, e foi determinada por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com a matéria do G1.

Bacellar foi levado inicialmente para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, em seguida, para o presídio de Benfica, onde deve passar por audiência de custódia neste fim de semana. Na mesma ação, os agentes cumpriram ainda um mandado de busca e apreensão.
A prisão faz parte da terceira fase da Operação Unha e Carne, que investiga supostos vazamentos de informações sigilosas de ações policiais relacionadas à ADPF 635/RJ (conhecida como ADPF das Favelas). O ex-parlamentar já havia sido preso em dezembro do ano passado na mesma operação, sendo liberado dias depois com medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo a decisão judicial, a prisão preventiva se justifica pela perda recente do mandato parlamentar (decidida na terça-feira, 25 de março, pelo Tribunal Superior Eleitoral em razão do escândalo da Ceperj), indícios de participação em organização criminosa, atuação ligada a grupos criminosos violentos com infiltração na política e risco à ordem pública devido à influência de Bacellar no poder público, inclusive no Executivo estadual. Há ainda elementos de que ele teria atuado para atrapalhar operações policiais, participado de vazamento de dados sigilosos e orientado terceiros a retirar provas e esvaziar locais investigados.
No último dia 16 de março, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra Bacellar por vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho. Também foram denunciados o ex-deputado estadual TH Joias, o desembargador federal Macário Neto e outras duas pessoas.
A defesa do ex-deputado emitiu nota oficial: “A defesa desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes”.
Fonte: G1


















