Instituição alerta para fake news nas redes sociais e explica recesso parlamentar durante o período
O Senado Federal emitiu nota oficial para rebater uma alegação falsa circulando nas redes sociais, segundo a qual senadores teriam aprovado, em uma “reunião secreta”, durante a madrugada, um pedido de prisão preventiva contra o ministro Alexandre de Moraes (STF).
A instituição classificou a informação como infundada e orientou a população a consultar fontes oficiais para evitar a disseminação de desinformação.
Desde 23/12, o Senado está em recesso parlamentar, com atividades plenárias suspensas até 1º de fevereiro de 2026. Nesse intervalo, não há sessões deliberativas capazes de aprovar medidas como pedidos de prisão contra autoridades.
Durante o recesso, a Comissão Representativa do Congresso Nacional atua em regime de plantão, limitando-se a temas urgentes, como projetos com prazo constitucional, créditos orçamentários suplementares e tratados internacionais.
“a comissão funciona como um regime de plantão do Congresso”, explicou o consultor legislativo Gilberto Guerzoni em entrevista à Rádio Senado.
Limitações para votações secretas
A Constituição Federal e o Regimento Interno do Senado estabelecem hipóteses restritas para votações secretas, incluindo eleições internas da Mesa Diretora, escolha de dirigentes de comissões, aprovação de indicações presidenciais para autoridades e exoneração do procurador-geral da República antes do término do mandato. Nenhum procedimento desse tipo ocorreu recentemente.
O Congresso Nacional só pode ser convocado extraordinariamente em casos específicos, como decretação de estado de sítio ou intervenção federal, o que não foi registrado.
Alerta contra fake news
A nota do Senado reforça a importância de verificar informações em canais oficiais, como TV Senado, Rádio Senado e o Portal Senado Notícias, especialmente em períodos de recesso quando boatos ganham força nas redes sociais.
Essa reação institucional destaca os riscos da desinformação política em plataformas digitais, em um contexto de polarização e debates sobre o papel do Judiciário.
A alegação falsa sobre prisão de Alexandre de Moraes não tem respaldo em atos oficiais do Legislativo, confirmando a inatividade parlamentar no fim de 2025 e início de 2026.


















