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Senador Lindsey Graham, aliado de Trump e defensor da Ucrânia, morre aos 71 anos

Parlamentar republicano faleceu após retorno de viagem a Kyiv; laudo preliminar aponta causa cardiovascular súbita, gerando comoção na política externa dos EUA

O senador republicano Lindsey Graham, uma das figuras mais influentes do Capitólio americano e aliado próximo do presidente Donald Trump, morreu no sábado (11) aos 71 anos. Segundo laudo preliminar divulgado por seu gabinete, a causa foi uma dissecação da aorta provocada por doença cardiovascular arteriosclerótica.

Fonte: G1

A informação foi confirmada neste domingo (12) pelo Instituto Médico Legal de Washington D.C. O certificado de óbito definitivo ainda depende de exames toxicológicos e microscópicos complementares. Inicialmente, o gabinete de Graham havia informado apenas uma breve e repentina doença.

Graham esteve em Kyiv na sexta-feira (10), onde se reuniu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. No dia seguinte, após retornar aos Estados Unidos, o senador faleceu. Ele era conhecido por sua postura firme em favor da Ucrânia, com críticas duras à Rússia, além de posições duras contra a China e o Irã.

O presidente Donald Trump lamentou a morte do aliado, a quem descreveu como um membro da família. Trump revelou ter conversado por telefone com Graham horas antes do falecimento. O mandatário determinou luto oficial com bandeiras a meio-mastro em todo o país.

Zelensky também manifestou profundo pesar, definindo Graham como “um verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro”. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu o chamou de “grande amigo de Israel”.

Legado na política externa

Em seu quinto mandato no Senado pela Carolina do Sul, Graham presidia o Comitê de Orçamento e era voz ativa em temas de segurança nacional. Ele defendia uma política externa intervencionista, apoio à OTAN e fortalecimento militar dos EUA.

Apesar da proximidade com Trump, manteve o apoio consistente à Ucrânia mesmo em momentos de divergências internas no Partido Republicano. Sua morte ocorre em um momento delicado para os republicanos, que detêm maioria apertada no Senado (53 a 47).

O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, deverá indicar um substituto temporário até janeiro. Graham deixa uma carreira de mais de três décadas no Congresso, iniciada como deputado. Ele não era casado e não tinha filhos; sua parente mais próxima é a irmã Darline Graham Nordone.

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