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Setor de combustíveis cobra medidas do governo para evitar desabastecimento de diesel

Entidades alertam para risco crescente devido à alta do petróleo no exterior e efeitos limitados das ações federais; nota conjunta pede providências rápidas para não agravar a crise no abastecimento nacional

Entidades representativas do setor de combustíveis divulgaram nota conjunta nesta sexta-feira (20) cobrando do governo federal providências imediatas para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no país. A alta expressiva do preço do petróleo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, combinada com distorções internas na cadeia de suprimento, pressiona o mercado e ameaça a segurança energética brasileira, de acordo com a matéria do G1.

Fonte Redação G1

A nota é assinada por Fecombustíveis e Sincopetro (varejo de postos), Abicom (importadores), Refina Brasil (refinarias independentes), Sindicom e BrasilCom (distribuidoras).

As entidades reconhecem o esforço inicial do governo para conter a disparada do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas — como isenção de impostos federais (PIS/Cofins) e subvenção a produtores e importadores — têm impacto limitado no preço final ao consumidor.

As entidades destacam que, se a Petrobras mantiver preços desalinhados do mercado internacional e reduzir volumes adicionais em leilões, refinarias privadas e importadores podem cortar oferta, agravando o problema. Desabastecimento pontual já é relatado em regiões como Norte, Nordeste e portos importadores (Recife, Santos, Paranaguá, São Luís).

O preço médio do diesel nos postos subiu de R$ 5,74 (início da escalada da guerra) para R$ 7,22 recentemente, refletindo o barril de petróleo saltando de US$ 60 para US$ 115 com os ataques envolvendo Irã, EUA e Israel, que ameaçam o Estreito de Ormuz (20% do petróleo global).

O governo também propôs aos estados zerar ICMS sobre diesel importado até maio, com reembolso parcial de perdas (R$ 1,5 bilhão/mês), mas governadores tendem a recusar, citando prejuízos a políticas públicas. Reforçou-se a fiscalização da tabela de frete para evitar nova paralisação de caminhoneiros.

Fonte: G1

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