A gigante chinesa de fast fashion Shein reconheceu oficialmente que sua estratégia de fabricar roupas no Brasil não obteve os resultados esperados. Após investir em parcerias locais e prometer produção nacional para reduzir custos logísticos e prazos de entrega, a empresa admitiu que o modelo não se mostrou viável no curto prazo.
Em declaração recente, a Shein afirmou: “A fabricação no Brasil não deu certo.”
A tentativa de manufatura local começou em 2024-2025 com anúncios de fábricas e fornecedores parceiros no país, visando atender à demanda crescente de consumidores brasileiros e driblar barreiras alfandegárias impostas pelo governo Lula (taxação de importações abaixo de US$ 50 e fiscalização mais rigorosa).
Apesar do otimismo inicial, a companhia enfrentou dificuldades com custos elevados de mão de obra, infraestrutura, cadeia de suprimentos e escala insuficiente para competir com o modelo chinês de produção massiva e barata.
A admissão reforça o retorno ao modelo predominante de importação direta da China, com entregas via e-commerce e uso de centros de distribuição locais apenas para armazenamento e logística de última milha. A Shein continua líder absoluta no segmento de moda acessível no Brasil, mas agora prioriza otimização de importações em vez de produção interna.
O episódio levanta debates sobre viabilidade de reshoring (retorno de produção) para o varejo chinês no Brasil e os impactos das políticas de taxação de importados no setor têxtil nacional.


















