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STF deve investigar, mas Câmara vai monitorar exageros; diz Motta

Hugo Motta defende papel investigativo do STF, mas alerta para monitoramento de “exageros”

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reconheceu nesta sexta-feira (19/12) que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem a atribuição de conduzir investigações, mas enfatizou a importância de a Casa Legislativa acompanhar possíveis excessos para preservar o equilíbrio entre os Poderes.

A posição foi manifestada em meio a uma nova operação da Polícia Federal (PF) direcionada a parlamentares, o que tem gerado críticas recorrentes no Congresso ao longo de 2025.

“Vamos seguir dessa forma, com muito equilíbrio, com muita seriedade, posicionando a Câmera com firmeza para evitar possíveis abusos que venham a acontecer. Esse é o nosso papel, mas, repito, não temos compromisso em proteger aquilo que não é correto. Se tem suspeita, que se investigue. Se tem culpa, que se puna. Porque esse é o papel do Poder Judiciário, esse é o papel dos nossos órgãos de controle”, declarou Motta.

Equilíbrio institucional e diálogo

Motta destacou o apoio de órgãos como o Ministério Público Federal (MPF), a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) ao trabalho do STF.

“O Supremo está no papel de investigar. Nós temos os órgãos que auxiliam o Supremo, o Ministério Público do Federal, a Polícia Federal, a CGU [Controladoria-Geral da União], estão aí para poder acompanhar todos esses assuntos envolvendo investigações de parlamentares e, na verdade, o Supremo nesse aspecto tem que cumprir o seu papel do Poder Judiciário”, afirmou.

Ele defendeu a definição de limites claros para diferenciar apurações legítimas de eventuais exageros.

“Acho que essa linha precisa ser estabelecida. Porque quando há exagero, seja do Supremo, seja do próprio Poder Legislativo, em qualquer ponto da relação, isso é ruim para o país. Repito, nós respeitamos o papel do Supremo, não temos compromisso com quem não trabalha correto. E vamos sempre acompanhar na presidência da Câmara para que exageros não sejam cometidos”, acrescentou.

O líder parlamentar reforçou que a Câmara não protege condutas irregulares.

“A Câmara não tem compromisso em estar protegendo aquilo que não é correto. A Câmara dos Deputados não tem essa função, muito menos o presidente. Claro, quando a gente tem um colega que é alvo de qualquer ação no Judiciário, seja qual for, nós não ficamos felizes com isso. Ninguém fica feliz com isso, mas o Judiciário está cumprindo seu papel e nós não vamos aqui estar defendendo aquilo que não se pode defender”, concluiu.

Contexto de tensões recentes

A declaração surge após ações da PF que atingiram deputados como Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), por suspeitas de desvio de cotas parlamentares. Motta evitou pré-julgamentos e priorizou o diálogo como ferramenta para resolver divergências institucionais.

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