Ministros do STF suspeitam de gravação clandestina por Toffoli em sessão secreta sobre caso Banco Master
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acreditam que foram gravados de forma clandestina pelo colega Dias Toffoli durante sessão secreta realizada na quinta-feira (12), que resultou na saída dele da relatoria do inquérito do Banco Master.
A suspeita ganhou força após reportagem do site Poder360 reproduzir diálogos literais e precisos da reunião, incluindo falas de ministros como Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Magistrados encaminharam o material a Toffoli como indício da gravação não autorizada.

Toffoli negou categoricamente as acusações: “Não gravei e não relatei nada para ninguém”




Posteriormente, ele sugeriu que um funcionário do setor de TI da Corte poderia estar envolvido no vazamento, afirmando indignação com a insinuação e reforçando sua discrição habitual.
A reprodução exata das falas — muitas delas favoráveis a Toffoli e críticas à Polícia Federal (PF) e ao relatório de 200 páginas entregue ao presidente Edson Fachin — gerou perplexidade e desconforto na Corte.
Ministros destacam que os trechos divulgados foram seletivos e não capturam o contexto completo da discussão, que teve tom político e foco em autopreservação institucional.
O episódio aprofunda a crise de confiança interna no STF, já abalada pelas menções a Toffoli e Alexandre de Moraes em mensagens apreendidas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
A suspeita de gravação clandestina em sessão reservada é vista como fato inédito e grave, podendo levar a apurações internas ou criminais.


















