Levantamento aponta que o varejo nacional optou pelo aumento de margem em vez da expansão produtiva após o fim da isenção de compras internacionais de baixo valor
O que era para ser o renascimento da competitividade da indústria nacional parece ter tomado um rumo diferente do prometido. Meses após a implementação da tributação sobre compras internacionais de até 50 dólares — popularmente conhecida como a “taxa das blusinhas” —, os dados indicam que o consumidor brasileiro está pagando mais caro, mas a esperada onda de novos empregos no setor varejista ainda não saiu do papel.

Ao contrário do argumento utilizado pelas grandes varejistas brasileiras para pressionar o governo pela taxação, a proteção de mercado não se traduziu em novos postos de trabalho. Em vez disso, o setor tem aproveitado a menor concorrência externa para reajustar suas próprias etiquetas de preço.
A expectativa do setor produtivo era de que a isonomia tributária equilibraria o jogo contra as gigantes asiáticas. No entanto, o cenário atual mostra um varejo nacional que, protegido pela nova barreira fiscal, elevou seus preços para recompor margens de lucro.
Fonte: Revista Veja


















