Toffoli envia para 1ª instância investigações do Banco Master sem foro, mantendo no STF casos com políticos e autoridades
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o envio à primeira instância das investigações relacionadas ao Banco Master que não envolvem autoridades com foro privilegiado.
A decisão, proferida nesta quinta-feira (6 de fevereiro de 2026), separa os processos: os casos que envolvem apenas empresários, executivos e pessoas físicas sem prerrogativa de foro serão julgados na Justiça Federal comum, enquanto as apurações que contam com a participação de políticos, parlamentares ou autoridades com foro permanecem sob a competência do STF.
A medida visa dar celeridade às investigações de menor complexidade e evitar sobrecarga na Corte Suprema, mas mantém sob supervisão direta do Supremo os inquéritos que podem ter implicações políticas ou conexões com figuras públicas.
Entre os pontos que permanecem no STF estão possíveis ligações entre o esquema do Banco Master, fraudes em consignados do INSS e nomes próximos ao governo ou à oposição.
A decisão ocorre em momento de alta pressão sobre o caso Master: a CPMI do INSS avança com foco no sistema financeiro, a PF intensifica operações (como a Compliance Zero) e há acusações de seletividade no tratamento dos processos.
Críticos apontam que a divisão pode beneficiar investigados com foro, prolongando o trâmite no STF, enquanto os demais casos seguem ritmo mais rápido na primeira instância.


















