Em pronunciamento à nação, presidente revela documentos desclassificados e aponta interferências estrangeiras, incluindo alegações contra o regime de Maduro na Venezuela
O presidente Donald Trump afirmou, em discurso televisionado na noite de quinta-feira (16 de julho), que a China realizou uma das maiores violações de dados eleitorais da história americana. Segundo ele, Pequim obteve informações de cerca de 220 milhões de eleitores dos Estados Unidos de forma ilegal.




Detalhes revelados no pronunciamento Trump destacou que os registros incluíam nomes, endereços, números de telefone, preferências partidárias e outros dados sensíveis. Ele classificou o episódio como um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral” e disse que a China designou uma unidade específica para explorar esses dados.
O presidente também acusou o governo chinês de ter atuado para minar seu primeiro mandato e a campanha presidencial de 2020, além de tentar influenciar as eleições de meio de mandato de 2018, quando os democratas assumiram o controle da Câmara dos Representantes.
Trump reforçou que os documentos desclassificados comprovam falhas graves na infraestrutura eleitoral americana, incluindo máquinas de votação eletrônica e sistemas de contagem. Ele argumentou que o sistema atual está exposto a ataques e manipulações, defendendo a necessidade de reformas urgentes para proteger a integridade das eleições futuras.
Além da China, o presidente mencionou o regime de Nicolás Maduro na Venezuela, acusando-o de ter fraudado o sistema eleitoral para se manter no poder.Medidas anunciadasDurante o discurso, Trump já havia determinado que o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (DNI), o Departamento de Justiça (DOJ), o FBI e a CIA investiguem como informações cruciais foram supostamente ocultadas por setores da inteligência. Ele pediu a demissão dos responsáveis por eventuais acobertamentos e a abertura de possíveis processos criminais.
O pronunciamento ocorre em meio a uma série de desclassificações de relatórios de inteligência sobre ameaças cibernéticas e interferências estrangeiras. Trump tem enfatizado a proteção da democracia americana contra influências externas, especialmente de adversários como China, Irã e Venezuela.
Essa iniciativa reforça o compromisso da atual administração com a transparência e a segurança eleitoral, temas centrais para restaurar a confiança dos cidadãos no processo democrático.


















