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Trump afirma que EUA precisam da Groenlândia para segurança nacional

Trump minimiza oposição europeia e insiste: EUA precisam da Groenlândia para segurança nacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender com veemência a aquisição da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, e minimizou a possibilidade de resistência significativa por parte dos líderes europeus.

Em declarações recentes, Trump afirmou que os Estados Unidos necessitam da ilha por motivos estratégicos de segurança nacional, especialmente no contexto de tensões no Ártico.

Questionado sobre o que faria caso os líderes europeus se opusessem ao seu plano de anexação da Groenlândia, Trump expressou confiança de que a oposição não será duradoura.

Trump reafirma necessidade da ilha

Ele reiterou a importância do território para os interesses americanos e questionou novamente a legitimidade da soberania dinamarquesa sobre a ilha. “só porque um barco desembarcou lá há 500 anos, isso não dá título de propriedade (para a Dinamarca)”, declarou o presidente.

A fala ecoa posicionamentos anteriores de Trump, que tem intensificado a pressão sobre a Dinamarca e aliados europeus — inclusive com ameaças de tarifas comerciais sobre vários países da União Europeia e da Otan — para forçar negociações sobre o controle da Groenlândia.

O presidente argumenta que a ilha é essencial para proteger os interesses dos EUA contra possíveis avanços de potências como Rússia e China na região ártica.

Histórico de reconhecimento americano da soberania dinamarquesa

Vale lembrar que os Estados Unidos já reconheceram formalmente a Groenlândia como parte do território dinamarquês em momentos históricos importantes. Em 1916, Washington confirmou oficialmente a soberania da Dinamarca sobre a ilha. Décadas depois, em 1951, o Acordo de Defesa entre os dois países reiterou esse reconhecimento, tratando a Groenlândia como território integrante do Reino da Dinamarca.

Apesar disso, Trump tem insistido que o controle americano seria benéfico para a segurança global e para projetos como sistemas avançados de defesa antimísseis.

A proposta tem gerado forte rejeição na Groenlândia, na Dinamarca e entre líderes europeus, que defendem a integridade territorial e a autodeterminação dos groenlandeses.

O impasse continua a gerar tensões transatlânticas, com debates sobre o futuro da Otan e o risco de escalada comercial. Até o momento, nem a Dinamarca nem a União Europeia sinalizaram abertura para ceder soberania sobre a ilha.

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