O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou em entrevista à revista The Atlantic neste domingo (1º de março de 2026) que a nova liderança transitória do Irã manifestou interesse em iniciar conversas com ele, e que aceitou o diálogo.

A declaração ocorre após os ataques coordenados EUA-Israel que resultaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e de dezenas de altos oficiais, levando a um conselho interino formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei e o aiatolá Alireza Arafi. Trump criticou o timing da iniciativa iraniana.
“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter apresentado o que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais.”
O presidente americano, falando de sua residência em Mar-a-Lago (Flórida), reiterou que os EUA “não aguentam mais” as ambições nucleares iranianas e que as “grandes operações de combate” (Operação Fúria Épica) prosseguem por dias, visando desmantelar capacidades militares e nucleares. Ele acusou o antigo regime de rejeitar oportunidades de renúncia ao programa nuclear.
A abertura ao diálogo surge em meio à escalada no Oriente Médio, com retaliações iranianas contra Israel e bases americanas no Golfo, e incertezas sobre a estabilidade interna no Irã. Até o momento, não há detalhes sobre data, formato ou participantes das conversas.


















