Em discurso televisionado da Casa Branca, o presidente dos EUA destaca vitórias militares, sinaliza ataques adicionais nas próximas semanas e minimiza dependência americana do petróleo do Oriente Médio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que os principais objetivos estratégicos dos EUA na guerra contra o Irã estão próximos de serem alcançados. O pronunciamento foi feito em rede nacional de televisão, em meio ao conflito que já dura cinco semanas.

Trump sobre o Irã: “Vamos atingi-los com extrema força nas próximas 2 a 3 semanas. Vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra — é lá que é o lugar deles!”
Trump diz: “Não precisamos de petróleo do Estreito de Ormuz” e diz a outros países que eles precisam resolver a situação sozinhos ou comprar petróleo dos EUA “Não precisamos de petróleo algum do Estreito de Ormuz. Não precisamos retirar nada de lá. Não precisamos dele. Os países que dependem dessa passagem devem buscá-lo e mantê-lo. Nós seremos prestativos, mas eles devem assumir a liderança e ir buscar o petróleo do qual são desesperadamente.” “Quanto aos países que dependem desse combustível: comprem o petróleo dos Estados Unidos e — em segundo lugar — gritem a coragem que lhes falta, dirijam-se ao Estreito e simplesmente PEGUEM-NO!”
Segundo o presidente, o objetivo principal era destruir a capacidade iraniana de atacar os EUA e impedir que o regime exercesse poder militar fora de seu território.
Trump alegou que a Marinha do Irã foi dizimada, a Força Aérea está em ruínas e a maioria dos líderes do regime terrorista foi eliminada. Com tom de vitória, ele afirmou:
“Nunca na história das guerras um inimigo sofreu derrotas tão grandes em pouco tempo”.
Sobre o impacto econômico, especialmente a alta nos preços do petróleo e da gasolina nos EUA, Trump minimizou os efeitos de curto prazo e destacou a independência energética americana:
“Agora somos totalmente independentes do Oriente Médio, e ainda assim, estamos lá para ajudar. Não precisamos. Não precisamos do petróleo deles, não precisamos de nada, eles têm tudo, estamos lá para ajudar nossos aliados”.
O presidente também indicou que os EUA pretendem deixar a região “muito rapidamente”, embora possam realizar ataques pontuais no futuro se necessário. Ele criticou a OTAN por falta de apoio e disse estar “absolutamente” considerando a retirada dos EUA da aliança.
O discurso ocorre em um momento delicado: pesquisas recentes mostram que a guerra é impopular entre os americanos, com 60% dos eleitores desaprovando o conflito e 66% defendendo o encerramento rápido do envolvimento, mesmo sem atingir todas as metas.
Fonte: G1

















