Presidente dos EUA declara prontidão para ação em meio a protestos econômicos que já deixaram mortos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta sexta-feira (2/1) que o país está preparado para intervir no Irã caso as forças de segurança reprimam de forma letal os protestos pacíficos contra a crise econômica.
A declaração, publicada na rede Truth Social, intensifica as tensões no Oriente Médio em meio a manifestações que já resultaram em mortes.
“Os Estados Unidos da América virão em seu resgate. Estamos prontos para agir”, escreveu Trump.
As manifestações começaram em 28 de dezembro de 2025, inicialmente com comerciantes em Teerã protestando contra a desvalorização da moeda, inflação elevada e impactos de sanções internacionais, agravados por conflitos como a guerra contra Israel em junho.
Com a adesão de estudantes, os atos se espalharam pelo país e ganharam caráter violento em 31 de dezembro, após confrontos com a polícia.
Observatórios de direitos humanos reportam pelo menos sete mortes, configurando os maiores protestos desde 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini por descumprir regras sobre o uso do hijab.
Resposta Iraniana e riscos regionais
O chefe de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, rebateu a ameaça em postagem no X (antigo Twitter), classificando uma possível interferência americana como desestabilizadora.
“Trump deveria saber que a interferência dos EUA nessa questão interna significaria desestabilizar toda a região e destruir os interesses americanos”, afirmou Larijani, acrescentando que os EUA “devem se preocupar com a segurança de seus soldados”.
Autoridades iranianas negam envolvimento externo nos protestos, enquanto o governo civil, sob o presidente Masoud Pezeshkian, adota tom conciliatório, reconhecendo demandas legítimas e prometendo diálogo.
Essa troca de ameaças eleva preocupações internacionais sobre escalada no Oriente Médio, onde os EUA mantêm presença militar significativa.
Analistas apontam que uma intervenção americana poderia desencadear conflito regional amplo, afetando aliados e interesses estratégicos.
A situação nos protestos no Irã segue monitorada de perto pela comunidade global, com apelos por contenção e respeito aos direitos humanos.


















