O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira (2/12) que operações terrestres contra alvos do narcotráfico na região latino-americana serão iniciadas em curto prazo, ampliando a ofensiva militar já em curso no mar.
“Eu quero que esses barcos sejam eliminados, e se preciso, vamos fazer ataques terrestres assim como fizemos no mar. (…) Essas pessoas mataram mais de 200 mil pessoas [nos EUA] no ano passado, e esses números estão baixando. Estão baixando porque estamos fazendo os bombardeios [a barcos], e vamos começar a fazer esses ataques por terra também. Por terra é muito mais fácil, sabia? Sabemos as rotas que eles tomam, onde vivem, sabemos tudo sobre eles, e vamos começar isso muito em breve também”, afirmou Trump durante reunião de gabinete.
Quando questiondo “Se for comprovado que os sobreviventes foram mortos enquanto se agarravam ao barco, Hegseth, o Almirante Bradley devem ser punidos?”
Trump respondeu: “Acho que vocês vão descobrir que isso é guerra… Muito em breve começaremos a fazer em terra também.”
Assista:
Embora não tenha citado diretamente a Venezuela, o pronunciamento veio em resposta a pergunta sobre os ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, dos quais a maioria partiu de portos venezuelanos. Desde setembro, mais de 80 pessoas morreram em bombardeios navais promovidos pelos EUA.
De acordo com o The Wall Street Journal, o Pentágono já selecionou alvos militares dentro da Venezuela – entre eles portos e aeroportos supostamente usados pelo tráfico – e aguarda apenas a ordem presidencial para iniciar os ataques terrestres.
Trump voltou a afirmar que qualquer nação que envie drogas aos Estados Unidos poderá ser alvo militar.
“Qualquer um que esteja fazendo isso e vendendo para dentro do nosso país está sujeito a ataque, não só a Venezuela”, declarou, incluindo a Colômbia na lista de críticas. “A Venezuela é muito ruim, provavelmente pior que a maioria, mas muita gente faz isso. Eles enviam assassinos para o nosso país.”
O secretário de Defesa, Pete Hegseth – envolvido em controvérsia por possível crime de guerra em um dos ataques anteriores –, reforçou a posição americana: “Vamos eliminar essa ameaça, por mar ou terra, se necessário, e estamos orgulhosos em o fazer.”
Reação colombiana
Horas após as declarações, o presidente Gustavo Petro respondeu diretamente a Trump nas redes sociais:
“Venha à Colômbia, Sr. Trump, eu o convido, para que possa participar da destruição dos 9 laboratórios que destruímos diariamente para impedir que a cocaína chegue aos EUA. Se algum país ajudou a impedir que milhares de toneladas de cocaína chegassem aos americanos, esse país é a Colômbia.”
O Relatório Mundial sobre Drogas 2025 da ONU confirma que a maior parte da cocaína consumida nos EUA tem origem na Colômbia, Peru e Bolívia, enquanto o fentanil – responsável por quase 70% das overdoses fatais em 2023 – vem majoritariamente do México.
A escalada militar americana no Caribe, iniciada em setembro, mantém a Venezuela como principal alvo, mas já atinge também embarcações e infraestrutura de outros países da região, aumentando o risco de um confronto direto sem precedentes no continente.
Trump anuncia que ataques terrestres contra o narcotráfico na América Latina começarão “muito em breve”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira (2/12) que operações terrestres contra alvos do narcotráfico na região latino-americana serão iniciadas em curto prazo, ampliando a ofensiva militar já em curso no mar.
“Eu quero que esses barcos sejam eliminados, e se preciso, vamos fazer ataques terrestres assim como fizemos no mar. (…) Essas pessoas mataram mais de 200 mil pessoas [nos EUA] no ano passado, e esses números estão baixando. Estão baixando porque estamos fazendo os bombardeios [a barcos], e vamos começar a fazer esses ataques por terra também. Por terra é muito mais fácil, sabia? Sabemos as rotas que eles tomam, onde vivem, sabemos tudo sobre eles, e vamos começar isso muito em breve também”, afirmou Trump durante reunião de gabinete.
Embora não tenha citado diretamente a Venezuela, o pronunciamento veio em resposta a pergunta sobre os ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, dos quais a maioria partiu de portos venezuelanos. Desde setembro, mais de 80 pessoas morreram em bombardeios navais promovidos pelos EUA.
De acordo com o The Wall Street Journal, o Pentágono já selecionou alvos militares dentro da Venezuela – entre eles portos e aeroportos supostamente usados pelo tráfico – e aguarda apenas a ordem presidencial para iniciar os ataques terrestres.
Trump voltou a afirmar que qualquer nação que envie drogas aos Estados Unidos poderá ser alvo militar.
“Qualquer um que esteja fazendo isso e vendendo para dentro do nosso país está sujeito a ataque, não só a Venezuela”, declarou, incluindo a Colômbia na lista de críticas. “A Venezuela é muito ruim, provavelmente pior que a maioria, mas muita gente faz isso. Eles enviam assassinos para o nosso país.”
O secretário de Defesa, Pete Hegseth – envolvido em controvérsia por possível crime de guerra em um dos ataques anteriores –, reforçou a posição americana: “Vamos eliminar essa ameaça, por mar ou terra, se necessário, e estamos orgulhosos em o fazer.”
Reação colombiana
Horas após as declarações, o presidente Gustavo Petro respondeu diretamente a Trump nas redes sociais:
“Venha à Colômbia, Sr. Trump, eu o convido, para que possa participar da destruição dos 9 laboratórios que destruímos diariamente para impedir que a cocaína chegue aos EUA. Se algum país ajudou a impedir que milhares de toneladas de cocaína chegassem aos americanos, esse país é a Colômbia.”
O Relatório Mundial sobre Drogas 2025 da ONU confirma que a maior parte da cocaína consumida nos EUA tem origem na Colômbia, Peru e Bolívia, enquanto o fentanil – responsável por quase 70% das overdoses fatais em 2023 – vem majoritariamente do México.
A escalada militar americana no Caribe, iniciada em setembro, mantém a Venezuela como principal alvo, mas já atinge também embarcações e infraestrutura de outros países da região, aumentando o risco de um confronto direto sem precedentes no continente.


















