Cuba em combustível nem comércio, Trump confirma negociações para acordo com regime cubano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a classificar Cuba como uma “nação falida” em meio à grave crise energética e econômica que paralisa a ilha caribenha. Segundo Trump, o país enfrenta escassez extrema de combustível, colapso no comércio e operações aeroportuárias interrompidas, agravados pelo embargo americano e pela interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela (após a queda de Nicolás Maduro) e pressões sobre outros fornecedores, como o México.
As declarações foram feitas a jornalistas a bordo do Air Force One na segunda-feira (16), onde o presidente insistiu que o regime cubano e sua administração estão em contato com os EUA para alcançar um acordo bilateral. Trump não revelou detalhes sobre o conteúdo das negociações, o formato do possível pacto ou as concessões exigidas de Havana — que poderiam envolver reformas econômicas, liberação de presos políticos, redução de laços com adversários como Irã, Rússia e China, ou maior cooperação em segurança e migração.
O secretário de Estado Marco Rubio (de ascendência cubana) lidera as conversas com autoridades cubanas, conforme confirmado pelo próprio Trump. Ele descreveu a situação como uma “ameaça humanitária” e pressionou para que Cuba aceite um acordo rapidamente, alertando que o embargo atual deixa o país sem petróleo, sem dinheiro e sem opções.
Trump descartou explicitamente uma operação militar para derrubar o regime comunista, como ocorreu na Venezuela, afirmando que “não acredita que isso seja necessário”. No entanto, manteve o tom de ultimato: sem acordo, a pressão econômica pode se intensificar, com riscos de colapso maior na ilha.
Cuba enfrenta apagões frequentes, racionamento severo de combustível (incluindo para aviação), paralisia no turismo e no envio de médicos ao exterior, além de êxodo migratório recorde. O governo cubano confirmou contatos com Washington, mas negou um “diálogo formal” até o momento.


















