Presidente dos EUA expressa insatisfação com postura iraniana em conversas sobre programa nuclear; novas rodadas de diálogo previstas, mas risco de escalada permanece.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27) que ainda não tomou uma decisão final sobre ações contra o Irã, mas deixou claro seu descontentamento com o andamento das negociações nucleares entre as duas nações.
Trump falou aos repórteres ao deixar a Casa Branca rumo ao Texas, onde cumpre agenda oficial. Ele reiterou que o Irã não pode possuir armas nucleares e criticou a disposição de Teerã em atender às demandas americanas.
“Não estou feliz com o fato de eles não estarem dispostos a nos dar o que precisamos”, declarou Trump.
O presidente admitiu frustração com o ritmo das conversas, mas sinalizou que novas discussões estão programadas para as próximas horas ou dias.
“Não estou nada contente com isso, vamos ver o que acontece, conversaremos mais tarde. Teremos algumas [conversas adicionais hoje]”, acrescentou.
Trump enfatizou que “ainda não tomamos uma decisão final” e reforçou a posição firme dos EUA:
“Não estamos exatamente felizes com a [forma como eles estão negociando] e, repito, eles não podem ter armas nucleares”.
Questionado sobre riscos de conflito armado, o presidente reconheceu incertezas inerentes a qualquer cenário de guerra:
“Acho que se pode dizer que sempre há um risco. Sabe, quando há guerra, há risco em tudo, tanto para o bem quanto para o mal”.
As declarações ocorrem em meio a rodadas de negociações indiretas entre EUA e Irã, mediadas por potências europeias e focadas no limite de enriquecimento de urânio, sanções e garantias de não proliferação nuclear. Trump tem pressionado por um acordo mais rígido que o JCPOA de 2015 (do qual se retirou em 2018), enquanto Teerã exige alívio imediato de sanções.
A fala de Trump mantém a tensão alta no Oriente Médio, especialmente após movimentações militares americanas na região (como a chegada do USS Gerald R. Ford às águas israelenses) e alertas recentes sobre possíveis respostas a violações iranianas. Analistas destacam que a combinação de diplomacia e ameaça de força continua sendo a estratégia da administração Trump para forçar concessões.
A Casa Branca não detalhou prazos ou condições específicas para uma decisão final, mas fontes indicam que as próximas horas serão cruciais para avaliar avanços nas conversas.


















