EUA mantêm foco em liberdade de expressão, enquanto Lula sonha com visita a Washington em março
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou Darren Beattie, atual secretário de Estado adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais e conhecido crítico ferrenho do governo brasileiro, para o cargo de conselheiro sênior responsável por supervisionar as políticas americanas em relação ao Brasil.

A informação, revelada pela agência Reuters e confirmada por um alto funcionário do Departamento de Estado, indica que Beattie já exerce funções nesse papel.
A nomeação ocorre em um momento de relações delicadas entre as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental, apesar de recentes sinais de reaproximação. Fontes destacam que Washington “não abandonou suas preocupações com a liberdade de expressão no Brasil, nem fez as pazes completamente com o governo de esquerda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro não comentou a nomeação até o momento. A revelação adiciona mais uma polêmica à agenda do petista Lula, que pretende viajar aos EUA em março para encontro com Trump — agenda que já vinha sendo articulada em meio a tensões sobre liberdade de expressão, sanções e defesa de aliados políticos.
Analistas veem a escolha de Beattie como sinal de que o governo Trump mantém pressão sobre temas sensíveis no Brasil, especialmente críticas a ações judiciais contra o presidente Jair Bolsonaro e aliados.
A nomeação reforça o interesse estratégico dos EUA no país, mas também pode complicar o diálogo bilateral em um período de reequilíbrio geopolítico.


















