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Trump renova alertas contra Irã

Exercícios Militares dos EUA no Oriente Médio intensificam tensões com o Irã em meio a alertas de Trump

As Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram um exercício aéreo de vários dias no Oriente Médio, enquanto o presidente Donald Trump renova alertas contra o Irã caso o regime não aceite negociar um novo acordo nuclear.

A movimentação reforça a presença militar americana na região em um momento de escalada de tensões, impulsionada pela repressão brutal a protestos antigoverno em Teerã.

De acordo com o Comando Central das Forças Aéreas dos EUA (AFCENT), o exercício visa aprimorar a capacidade de deslocar rapidamente pessoal e aeronaves, operar a partir de locais dispersos e manter operações com pegada mínima.

O objetivo declarado é também demonstrar a geração de missões de combate sob condições exigentes ao lado de parceiros, garantindo que o poder aéreo permaneça pronto quando e onde for necessário.

O anúncio do CENTCOM (Comando Central dos EUA), que supervisiona operações no Oriente Médio, confirma a chegada do grupo de ataque do porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln à região. A Marinha americana posicionou o navio estrategicamente próximo ao Golfo de Omã, sem entrar no Estreito de Ormuz, rota vital para 20% do petróleo mundial.

Porta-aviões USS Abraham Lincoln

Ameaças de Trump e Pressão por Novo Acordo Nuclear

O presidente Donald Trump intensificou a retórica na quarta-feira (28), reiterando que uma “armada” está a caminho do Irã e alertando para uma possível ação militar caso Teerã não mude de direção. Ele exigiu que o país se sente à mesa para um acordo nuclear “justo e equitativo”, ou então “o próximo ataque será muito pior” do que os ataques dos EUA no ano passado às instalações nucleares iranianas.

“O tempo está se esgotando”, postou Trump no Truth Social.

A tensão escalou desde a saída dos EUA do acordo nuclear de 2015 (JCPOA) em 2018, sob o primeiro mandato de Trump, seguida da reimposição de sanções. Washington acusa Teerã de buscar armas nucleares — acusação negada repetidamente pelo Irã.

Resposta Iraniana e Contexto de Repressão Interna

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou que as forças armadas do país estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas do Irã. Ele reiterou a disposição para um acordo nuclear justo, mas criticou as ameaças.

“Se eles afirmam querer negociações, devem parar de fazer ameaças”, postou o vice-ministro Kazem Gharibabadi no X.

A repressão aos protestos antigoverno no Irã agravou o cenário: segundo a HRANA (agência de direitos humanos com sede nos EUA), mais de 5.800 manifestantes foram mortos desde o início das manifestações no final do mês passado. O governo iraniano reconhece milhares de mortes, mas a CNN não verificou os números de forma independente.

Em Teerã, cartazes governamentais ameaçam destruição de porta-aviões americanos, com mensagens como “Se vocês semearem o vento, colherão a tempestade”.

Aliados Regionais e Perspectivas

Países anfitriões aprovaram os exercícios, com coordenação para segurança e respeito à soberania. No entanto, aliados como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos advertiram que não permitirão uso de seu espaço aéreo ou apoio logístico para ações contra o Irã.

A União Europeia discute novas sanções e a possível designação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como organização terrorista, com apoio de França e Itália.

Enquanto Trump avalia opções — sem decisão confirmada, segundo fontes à CNN —, o Irã planeja exercícios com munição real no Estreito de Ormuz nos dias 1 e 2 de fevereiro.

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