Presidente dos EUA celebra autorização para navios paquistaneses atravessarem rota estratégica do petróleo e afirma que negociações com o regime iraniano avançam, apesar de ressalvas
O presidente Donald Trump interpretou de forma positiva a decisão do Irã de autorizar a passagem de 20 petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz. Em entrevistas concedidas neste domingo (29), ele classificou o gesto como um “sinal de respeito” e indicou que as negociações entre os dois países estão caminhando bem, de acordo com a matéria do G1.

Ouça a análise do jornalista da CNN BRASIL:
Ao canal C-Span2, Trump afirmou que a medida representa um avanço nas tratativas para reduzir as tensões no Oriente Médio, especialmente após o Irã ter permitido, na semana anterior, a passagem de 10 navios com bandeira paquistanesa. Segundo o presidente, os “grandes navios” devem começar a atravessar o estreito na manhã de terça-feira (31 de março).
“E eu diria apenas que estamos indo extremamente bem nessa negociação. Mas nunca se sabe com o Irã, porque negociamos com eles e depois sempre temos que bombardeá-los”, afirmou o presidente.
Trump também comentou sobre as mudanças no regime iraniano, afirmando que líderes anteriores foram eliminados após ações americanas. Ele descreveu o atual grupo no poder — liderado pelo filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei — como mais razoável:
“O regime que era realmente ruim, realmente maligno, foi o primeiro, e esse acabou. O segundo foi nomeado e já se foi, estão todos mortos, exceto um que talvez ainda tenha um pouco de vida. E então resta apenas o terceiro grupo. E esse terceiro grupo parece ser muito mais razoável.”
A liberação dos petroleiros ocorre em meio ao conflito que envolve o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota vital por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. O Paquistão confirmou que o Irã autorizou a passagem dos 20 navios.
Apesar do tom otimista em relação à autorização, Trump manteve o discurso duro ao relembrar o fim do acordo nuclear negociado por Barack Obama e alertar sobre a imprevisibilidade de Teerã. Relatos indicam que os EUA avaliam opções militares, inclusive uma possível operação para extrair urânio do Irã.
Fonte: G1 e CNN BRASIL


















