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Estudantes da Venezuela protestam pela libertação de presos políticos

Estudantes universitários da Venezuela lideram manifestações pela libertação de presos políticos após captura de Maduro

Em um momento histórico de mobilização cívica, estudantes universitários da Venezuela tomaram as ruas para exigir a imediata libertação de todos os presos políticos detidos durante o regime chavista.

A manifestação, realizada na Plaza del Rectorado da Universidade Central de Venezuela (UCV), representa um marco de resistência e esperança, especialmente considerando que, no início deste ano, antes da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, um protesto dessa magnitude seria considerado impensável devido à repressão sistemática. 

Os jovens ativistas, apoiados por ex-presos políticos como Juan Requesens, destacaram a necessidade de uma anistia plena e o fechamento definitivo de centros de detenção conhecidos por violações de direitos humanos, como El Helicoide. A ação pacífica reuniu centenas de participantes, que entoaram gritos por liberdade e justiça, simbolizando a renovação democrática no país sul-americano após a intervenção internacional que removeu Maduro do poder em janeiro.

Contexto das Manifestações e Avanços Recentes

A onda de protestos se intensificou nos últimos dias, com ações em mais de 130 municípios exigindo a transição democrática e a soltura de detidos políticos. De acordo com a ONG Foro Penal, ainda restam 687 presos políticos no país, apesar de libertações recentes, como a do ativista Javier Tarazona e outros 32 indivíduos no último domingo. Essas solturas ocorrem em meio a anúncios da presidente interina Delcy Rodríguez, que propôs uma lei de anistia para “sanar feridas” e promover a convivência pacífica, fechando prisões notórias. 

Os estudantes da UCV, descritos como “um orgulho para Venezuela” por lideranças opositoras, organizaram o ato para pressionar por uma amnistia real e apoiar familiares de detidos. Vídeos e relatos mostram discursos enfáticos contra a “libertação seletiva”, ecoando denúncias de famílias como a de Antonio Sequea, que criticam a lentidão do processo. 

Esse movimento surge um mês após a captura de Maduro em 3 de janeiro de 2026, durante uma operação militar dos EUA que o levou para julgamento em Nova York por acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. A ação, anunciada pelo presidente Donald Trump, marcou o fim de anos de regime autoritário e abriu espaço para expressões livres de dissidência, algo inimaginável sob o governo anterior. 

Impacto e Perspectivas para a Democracia Venezuelana

Especialistas em direitos humanos celebram o engajamento estudantil como um sinal de revitalização cívica, destacando que as manifestações fortalecem a pressão internacional e interna por reformas. Organizações como a Voluntad Popular elogiaram os jovens por confrontarem autoridades como Delcy Rodríguez com verdades incômodas e por auxiliarem famílias afetadas. 

Com o país em transição, esses atos pacíficos reforçam a demanda global por accountability e reconciliação. A comunidade internacional, incluindo governos europeus e sul-americanos, monitora de perto os desdobramentos, enquanto solidariedade se espalha por ações em cidades como Recife, no Brasil. 

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