A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) um pedido de quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa por meio da qual o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu valores oriundos de fundo relacionado ao Banco Master. A aprovação ocorreu de maneira consensual, depois que o governo não conseguiu reunir maioria para barrar o requerimento.

O pedido, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), determina que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) envie dados constantes em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e determine a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa.
Solicita ainda o fornecimento de “todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras, além de dossiê fiscal da Maridt com informações como imposto de renda (informações sobre todos os processos, rendimentos recebidos de pessoas físicas e jurídicas)”.
Além disso, requer o registro e a duração das ligações telefônicas efetuadas e recebidas.
Na justificativa, Vieira explicou que o objetivo é “desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”.
“No centro dessa teia, surge a empresa Maridt Participações S.A., cujo quadro societário é composto pelos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli: José Carlos Dias Toffoli, conhecido como ‘Padre Carlão’, e o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli. A análise minuciosa das atividades dessa empresa revela uma anomalia econômica e social inequívoca, sugerindo que a pessoa jurídica não passa de uma estrutura de fachada para ocultar o real beneficiário de vultosas transações financeiras”, afirma.


















