Ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira pressionou o senador Marco Rubio para evitar que o governo Trump inclua facções brasileiras na lista oficial de terroristas dos EUA; conversa expõe tensão diplomática entre Brasília e Washington
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, manteve conversa com o senador americano Marco Rubio na qual tentou dissuadi-lo da ideia de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras na lista oficial dos Estados Unidos.

Na conversa, Vieira tentou convencer Rubio de que os EUA não devem classificar facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas estrangeiras.
A posição do governo brasileiro é que a medida violaria a soberania nacional e abriria precedente perigoso para intervenções estrangeiras em território brasileiro, especialmente em áreas controladas por facções no Norte e Nordeste do país. Rubio, por outro lado, defende a classificação como ferramenta essencial para congelar ativos internacionais, bloquear transações financeiras e intensificar o combate ao narcoterrorismo na América Latina.
A discussão ocorre em momento sensível: o governo Trump sinaliza que deve anunciar a designação nos próximos dias, alinhando-se à estratégia de “máxima pressão” contra o crime organizado transnacional e à renovada Doutrina Monroe. A medida facilitaria sanções secundárias a quem fizer negócios com as facções e poderia justificar maior presença de inteligência ou operações conjuntas na região.
Até o momento, o Itamaraty e o Palácio do Planalto não comentaram oficialmente a conversa entre Vieira e Rubio.


















