Filhos de Imran Khan denunciam: “25 dias sem prova de vida” e temem que regime paquistanês esconda morte do ex-primeiro-ministro.

Exilado em Londres, Kasim Khan, filho do ex-primeiro-ministro paquistanês Imran Khan, declarou que há 25 dias a família não recebe qualquer evidência concreta de que o pai está vivo. Visitas judiciais semanais foram suspensas, o médico particular está barrado há 14 meses e a situação é classificada como “tortura psicológica”.
As irmãs de Khan – Noreen, Aleema e Uzma – foram agredidas e retiradas à força pela polícia na semana passada quando tentavam apenas cumprimentar o irmão pelos portões da prisão. A hashtag #WhereIsImranKhan viralizou nas redes, alimentada por rumores de transferência secreta ou algo mais grave.
Porta-voz do PTI, Zulfi Bukhari ironizou a solução simples que calaria os boatos: “Uma foto, uma ligação – pronto, os rumores morrem”. O Ministério do Interior, porém, mantém silêncio absoluto. Um funcionário penitenciário não identificado limitou-se a dizer off the record que “ele está bem”, enquanto o ministro da Defesa, Khawaja Asif, zombou do suposto “tratamento cinco estrelas”.
Aos 72 anos e com sequelas do atentado sofrido em 2022, Khan deveria receber acompanhamento médico público. Em vez disso, reina o vazio informativo.
Enquanto isso, tribunais controlados pelos militares aceleram condenações contra opositores por corrupção, peculato e “terrorismo”. Manifestações são reprimidas com detenções em massa, blindados nas ruas e gás lacrimogêneo. A comunidade internacional segue liberando bilhões em pacotes de resgate sem questionar a escalada repressiva.
Para a família e apoiadores, o silêncio prolongado é o prenúncio de um desfecho trágico: um “incidente médico” convenientemente anunciado em 2026, chá envenenado ou parada cardíaca súbita, roteiro já conhecido para eliminar líderes indesejados sem criar mártires.
A exigência é uma só: provem que Imran Khan está vivo. Porque, no Paquistão de hoje, o silêncio já soa como sentença de morte.


















