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WILLER TOMAZ responde ilações do Jornal Nacional 

Em vídeo de resposta, o empresário detalha que a estrutura apontada pelo Jornal Nacional é uma sala cofre regulamentada para atendimento a transportadoras de valores, denunciando o uso político da notícia a poucos dias do segundo turno

O advogado e empresário Willer Tomaz veio a público rebater uma reportagem veiculada pelo Jornal Nacional, que afirmava que a Polícia Federal teria descoberto uma “sala secreta” em seu hangar no aeroporto de Brasília destinada à guarda de dinheiro em espécie. Em um pronunciamento detalhado, Tomaz apresentou documentos e esclareceu o real propósito da estrutura, rechaçando as acusações e apontando motivações políticas na divulgação do caso.

A Verdadeira Finalidade da Estrutura no Hangar

De acordo com o empresário — que é sócio de uma empresa de táxi aéreo —, a chamada “sala secreta” trata-se, na realidade, de uma sala cofre localizada dentro das instalações da empresa. A estrutura existe legalmente porque a companhia presta serviços contratuais para algumas das maiores transportadoras de valores do país.

Willer Tomaz explicou que a atividade de transporte de valores é legal, devidamente regulamentada e fiscalizada. Como os malotes precisam de um local seguro antes e depois do deslocamento logístico, a sala cofre cumpre exatamente essa função de custódia. Os nomes dos clientes e das empresas foram tarjados por questões de segurança, seguindo o princípio de que locais que abrigam cofres não anunciam endereços publicamente.

O Que a Polícia Federal Encontrou no Local?

A respeito da diligência realizada pela Polícia Federal, o próprio relatório citado na reportagem aponta que a estrutura é plenamente compatível com a custódia de valores. No entanto, o advogado enfatizou o que havia dentro do recinto:

  • Estrutura interna: O espaço conta com porta blindada, grades, prateleiras e uma máquina de contagem de cédulas. A presença do equipamento é justificada pelo fato de que “cofre à vista não é cofre”.
  • Apreensão de dinheiro: Absolutamente nenhum real foi encontrado no local, um detalhe confirmado pela própria reportagem do telejornal.

O Timing Político e a Menção a Flávio Bolsonaro

Outro ponto fortemente criticado por Willer Tomaz foi o contexto temporal da divulgação da notícia. A operação da Polícia Federal ocorreu no mês de agosto, mas o caso só ganhou destaque como manchete em outubro, exatos quatro dias antes do segundo turno das eleições.

O empresário destacou que a reportagem associou seu nome ao do senador Flávio Bolsonaro (sendo chamado de “amigo de Flávio Bolsonaro”), embora o parlamentar não tenha qualquer ligação societária com a empresa de táxi aéreo, com a transportadora de valores ou com qualquer outro empreendimento de Tomaz. Para o advogado, a inclusão do nome de Flávio Bolsonaro serviu como elemento essencial para viabilizar a veiculação da matéria.

Conclusão: Documentos Contra Suposições

Willer Tomaz classificou a cobertura jornalística como uma ação baseada puramente em ilações, suspeitas e termos condicionais (“compatível com”, “pode ter sido”), desprovida de fatos concretos ou apreensões monetárias.

A empresa atua de forma legal, é devidamente constituída e possui autorização da ANAC, contando com contratos formais.

Conforme ressaltado pelo advogado, o episódio se assemelha mais a uma peça de campanha política do que a uma investigação jornalística isenta, contrapondo suposições da imprensa com documentos comprobatórios.

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