25 reabastecedores rumam dos EUA para Europa e Oriente Médio; especialistas indicam preparação para operações sustentadas
Dados de rastreamento de voos e relatos de observadores militares indicam uma intensa movimentação de aeronaves de reabastecimento aéreo da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) nesta quarta-feira (18). Pelo menos 25 KC-135 Stratotanker e KC-46 Pegasus estão em rota dos Estados Unidos para bases na Europa, com destino final provável ao Oriente Médio, somando-se a dezenas de tankers já posicionados na região nos últimos dias.

A atividade, monitorada por plataformas como Flightradar24, ADS-B Exchange e contas especializadas em OSINT (inteligência de fontes abertas), inclui múltiplos grupos de tankers com callsigns como ROMA, LAGER e GOLD, apoiando transferências transatlânticas de caças (F-22 Raptors, F-35 Lightning II e F-16 Fighting Falcons). Nos últimos 48 horas, mais de 50 caças foram deslocados para bases como RAF Lakenheath (Reino Unido), Morón (Espanha) e Muwaffaq Salti (Jordânia), acompanhados por reabastecedores.
Essa concentração eleva o número total de tankers da USAF na área de responsabilidade do Comando Central (CENTCOM) para várias dezenas, permitindo operações aéreas prolongadas, patrulhas persistentes e suporte logístico para missões de longo alcance. O buildup coincide com:
- Negociações nucleares indiretas EUA-Irã em Genebra (mediadas por Omã);
- Exercícios da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz;
- Presença simultânea de dois grupos de porta-aviões (USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford) no Golfo Pérsico/Mar Arábico;
- Desdobramento de E-3 Sentry (AWACS), E-11 BACN e sistemas antimísseis (Patriot e THAAD) em bases regionais.
Analistas destacam que a escala de tankers sugere preparação para operações sustentadas — possivelmente de semanas —, em vez de ações pontuais. Fontes oficiais do Pentágono não comentaram diretamente o número exato de 25 tankers em trânsito hoje, mas confirmaram reforços aéreos recentes para “dissuasão e prontidão”.
O movimento ocorre em contexto de tensão elevada com o Irã, após bombardeios de junho de 2025 (Operação Midnight Hammer) e exigências americanas por acordo nuclear abrangente. Especialistas alertam que o aumento de capacidade de reabastecimento é indicador chave de planejamento para cenários de conflito prolongado.


















