PGR manifesta-se favorável à assistência religiosa para Bolsonaro na PF, com visitas de Bispo e Deputado Pastor
A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável, nesta quarta-feira (14 de janeiro de 2026), ao pedido da defesa do presidente Jair Bolsonaro (PL) para receber assistência religiosa enquanto cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O procurador-geral Paulo Gonet defendeu a concessão do benefício com base na garantia constitucional da liberdade religiosa, inclusive para detentos.
A manifestação responde a solicitação enviada ao ministro Alexandre de Moraes (STF) pela defesa de Bolsonaro, que indicou dois nomes específicos: o Bispo Robson Lemos Rodovalho, presidente da igreja Sarah Nossa Terra, e o deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF), conhecido como Pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, líder da Igreja IDE no Jardim Botânico (Brasília).
No parecer, Gonet destacou que as visitas são cabíveis, mas com restrições claras para evitar qualquer caráter político. Ele afirmou:
“A visita do Bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni — na estrita qualidade de líderes religiosos, e não de agentes políticos — revela-se cabível, sob reserva de observância às normas de visitação da unidade. O encontro deve restringir-se a fins espirituais; visita para fins outros devem ser prévia e formalmente requeridas.”
A defesa argumentou que a assistência espiritual individual, sob supervisão institucional e sem interferir na rotina prisional, é essencial para o pleno exercício da fé.
O pedido foi articulado também pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), reforçando o apelo ao lado evangélico.
A PGR condicionou a aprovação ao cumprimento estrito das normas da Lei de Execuções Penais, enfatizando que qualquer desvio para fins políticos seria vetado.
Agora, a decisão final cabe ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.


















